"Hoje a alegria veio me visitar. De malas grandes e sem previsão de partida. Não sou muito receptiva com visitas inesperadas, sabe? Mas para chegadas assim a gente estende a mão. A gente destranca as portas, perde as chaves, abre as janelas e o coração...
E quanto a ela? Indescritível. Cabeça erguida, ninguém sabe das feridas, é como se nem existissem, continua sendo mulher, por dentro tão menina, de alma querida. Tecida pela vida de forma ríspida, cuidada por Deus como íntima amiga.
Sou muito boa em ajudar as outras pessoas, em encorajá-las à seguir seus sonhos e não desistir. Mas quando o assunto sou eu; os conselhos viram pontos de interrogação, otimismo se transforma em pessimismo e a palavra “desista” me persegue em cada canto que eu vá.
Uma casinha bonita. Um emprego que eu adore. Uma pessoa que me entenda. Um par de pés pra me guiar. E um de braços pra dias frios. Um chão pra quando meu mundo desabar. Um colo eterno de mãe. Um lugar pra voltar. Outro pra ficar pra sempre.